| Confirmado
como palestrante da Sessão Plenária O Papel do “Paciente Informado”
na Era do Conhecimento, durante o 36th World Hospital Congress, o jornalista Ethevaldo
Siqueira, acredita que o setor de saúde não deve temer o paciente
que já chega ao consultório informado. Pelo contrário, Siqueira
defende que este novo perfil da sociedade permite maior absorção
do diagnóstico e aceitação da terapia.
Para o palestrante, o fato de o Brasil sediar um evento mundial é extremamente
positivo. “Os participantes terão a oportunidade de estabelecer uma
relação com países onde a saúde está mais avançada,
além de poder realizar um verdadeiro intercâmbio de conhecimento
e tecnologia de saúde”, diz.
Evento oficial da International Hospital Federation (IHF), o 36th World Hospital
Congress acontece entre 10 a 12 de novembro, no Rio de Janeiro, com o tema central
“A Saúde na Era do Conhecimento”. É organizado em conjunto
pela IHF, CNS (Confederação Nacional de Saúde) e Hospitalar
Feira e Fórum.
Jornalista da rádio CBN e colunista do jornal O Estado de São
Paulo, Ethevaldo Siqueira diz que não há quem não recorra
às ferramentas de busca na Internet, hoje em dia, para qualquer tipo de
informação, principalmente quando se trata de saúde.
Ele ressalta, contudo, que tais sites não são fontes confiáveis
porque não adotam uma hierarquia sobre o que é mais importante dentro
de qualquer assunto. “Como usuário, nós não temos como
analisar todas as páginas de pesquisa e nem todas as informações
trazidas pelo Google, por exemplo”, afirma. Ainda assim, Siqueira acredita
que a Internet evoluirá ao ponto de permitir uma pesquisa por ordem de
importância.
Especialista em Informação, Comunicação e Tecnologia,
Ethevaldo Siqueira diz que, apesar de o paciente informado parecer um risco, a
informação é “meio caminho andado”. “O
acesso à informação faz bem ao paciente. Quando ele já
chega ao consultório com algum conhecimento, ele tem a capacidade de entender
melhor o diagnóstico e a terapia”, afirma o jornalista. Siqueira
ressalta, ainda, que tal paciente pode, inclusive, ter acesso à medicina
preventiva e usar dessa informação para cuidar melhor de sua saúde.
“O paciente, no entanto, jamais será independente do médico
e do hospital”, afirma.
Segundo ele, o objetivo do acesso à informação não
é diminuir a confiança no médico e prestadores de saúde,
mas é mudar o comportamento do paciente, facilitando seu entendimento das
questões ligadas ao seu próprio corpo. Ele adverte, no entanto,
que os profissionais de saúde não devem temer a Era do Conhecimento,
mas, sim, buscar acompanhar o ritmo das mudanças causadas pelo acesso à
informação.
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