O presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS) e presidente designado da Federação Internacional de Hospitais (IHF), Dr. José Carlos Abrahão, participou da Conferência Geral Ibero-Americana sobre Gestão de Hospitais e Serviços de Saúde, em Madri. Na oportunidade, o presidente divulgou o 36º Congresso Mundial de Hospitais – IHF RIO 2009 e entregou um convite para que a ministra da Saúde e Política Social da Espanha, Trinidad Jiménez; e ao secretário de Saúde de Madri, Juan José Güemes, participem do evento.
A Conferência Geral, que foi realizado pela Fundação Bamberg, contou, ainda, com a presença do presidente da Federação Latino-americana de Hospitais (FLH), Norberto Larroca; o secretário geral da Organização Iberoamericana de Seguridade Social, Adolfo Jiménez; da Organização Iberoamericana de Prestadores de Serviços de Saúde, José Soto Bonel; e Carlos Tomás, da Associação Portuguesa de Engenharia e Gestão de Saúde.
Os representantes das instituições também participaram de uma reunião de trabalho para formular um documento que será levado para o 36º Congresso Mundial de Hospitais. O Objetivo é que o texto, que contém dez manifestações, sugestões e recomendações, seja considerado como “um elemento de referência que contribua para o engrandecimento do debate e sirva para a formulação de soluções”.
Confira as propostas da Conferencia General Iberoamericana:
1 - Afirmar o direito universal dos cidadãos aos cuidados de saúde eficaz, justo e oportuno;
2 – Reivindicar das Administrações Públicas e formuladores de políticas de saúde, assim como dos meios de comunicação, a consideração de Toda a Saúde como saúde pública, independente de que a prestação dos serviços seja de gestão privada ou estatal;
3 - A administração pública deve garantir a saúde dos cidadãos e promover ações em prol da Saúde, quer sejam realizadas exclusivamente pelo governo, quer seja mediante associações civis ou iniciativa empresariais, de forma a contribuir com os esforços do Estado de cada país;
4 - A incorporação de modelos de gestão ágil e competitiva em relação a um serviço de qualidade e com eficiência econômica, tanto nos centros de propriedade e gestão pública quanto privada, estabelecendo modelos de colaboração e competitividade;
5 - Promover a formação dos cidadãos em Saúde, tanto para que assumam hábitos saudáveis quanto para que se responsabilizem pela prevenção de enfermidades e com a continuidade de tratamentos terapêuticos;
6 - Promover a formação dos cidadãos no uso das informações médicas disponíveis na Internet, com o objetivo de que possam discernir onde buscar informações seguras e confiáveis;
7 - Promover a formação de profissionais na utilização das novas tecnologias de saúde, de modo que possam ser utilizados de forma mais eficiente e eficaz, maximizando os investimentos;
8 - Estabelecer os meios necessários para garantir a formação continuada dos profissionais de saúde e a integração de suas atividades assistenciais em um contexto de participação na investigação e inovação;
9 – Solicitar das Autoridades Públicas o reconhecimento dos profissionais de saúde como autoridade pública, a fim de promover um bom relacionamento no desenvolvimento do seu trabalho diário com os pacientes.
10 - Estabelecer sistemas de remuneração para os profissionais de saúde, não apenas em relação à atividade desenvolvida, mas também nos sucessos alcançados. |