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Abertura do 36º Congresso Mundial de Hospitais reúne
lideranças de todo o mundo e destaca a força da saúde no Brasil

A liderança brasileira e a força do setor de saúde no Brasil foram destaques na solenidade oficial de abertura do 36º Congresso Mundial de Hospitais – IHF RIO 2009, que aconteceu na manhã desta terça-feira (10), no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro. O evento foi presidido pelo Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e contou com a presença do presidente da International Hospital Federation, Dr. Ibrahim Al-Abdulhadi, além de lideranças da área de saúde de todo o mundo, que foram recepcionados pelo presidente do Congresso, Dr. José Carlos Abrahão, e pela vice-presidente, Dra. Waleska Santos.

O 36º Congresso Mundial de Hospitais – IHF RIO 2009 é um evento oficial da International Hospital Federation (IHF), entidade que representa hospitais e estabelecimentos de saúde em mais de 100 países. Realizado de forma conjunta entre IHF, CNS e HOSPITALAR, o Congresso, que acontece até quinta-feira (12), reúne 2.000 congressistas de 69 países. Esta é a primeira vez que o evento da entidade é realizado em um país na América Latina.

Iniciando os discursos da abertura, o presidente da CNS e do 36º Congresso Mundial de Hospitais, Dr. José Carlos Abrahão, saudou todos os presentes lembrando que estes três dias de evento serão uma oportunidade ímpar de compartilhar experiências e discutir alternativas para melhoria do setor de saúde em todo o mundo. “Poderemos ouvir mais de 150 especialistas de todo o mundo e debater os rumos da saúde para os próximos anos. É uma grande oportunidade para os profissionais”, disse.

Dr. Abrahão destacou a importância do Brasil ter sido escolhido como sede do evento pela força do seu setor. “O Brasil saiu da 15ª para a 13ª posição global em produção científica. Nossa marca está presente nos cinco continentes. Este encontro também é uma oportunidade para mostra o que nosso país produz uma saúde que dá certo. É neste contexto que realizamos esse evento, consolidando o Brasil no cenário internacional da saúde”.

O atual presidente da IHF, Ibrahim Al-Abdulhadi, afirmou que a entidade acertou em escolher o Brasil como sede do evento e que certamente será uma edição muito bem sucedida. “A escolha do país expressa o reconhecimento da IHF pelas economias em crescimento, como o Brasil. Estamos muito entusiasmados com a oportunidade de discutirmos temas importantes para a saúde de todo o mundo. Além disso, os congressistas poderão aproveitar momentos sociais para trocar experiências e ampliar sua rede de relacionamentos com profissionais de diversos países”.


A diretora da Organização Mundial de Saúde, Dra. Carissa Etienne, também ressaltou que o Brasil é o país ideal para ser anfitrião deste evento, por sua destacada posição de liderança em programas para a área da saúde. “A OMS tem relações oficiais com a IHF é estamos muito satisfeitos em participar deste congresso que reúne 2.000 participantes de todo o mundo para debater melhorias para a saúde. Nossa expectativa é que o Congresso traga melhores práticas de assistência universal em saúde.”



Sérgio Côrtes, secretário de saúde do Estado do Rio de Janeiro, que representou o governador Sérgio Cabral na cerimônia, lembrou que dois dos grandes temas atuais em saúde – financiamento e gestão – serão discutidos no evento. “Que tenhamos um ótimo Congresso e muitos debates com aproveitamento de idéias, principalmente nesta área.”




Encerrando a solenidade, o ministro José Gomes Temporão, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que “em reunião realizada ontem com o presidente, Lula saudou todos os congressistas e destacou a importância para o Brasil ter sido escolhido como sede deste evento”.

Em seu discurso, Temporão ressaltou as conquistas do setor de saúde no Brasil, que acompanha o processo de modernização do país. “Desde que estabelecemos a saúde como direito constitucional, houve uma profunda transformação do setor no país. Hoje, temos um sistema forte com toda a cadeia participando da formulação de políticas de saúde, visando a melhoria da qualidade assistencial.”

Além disso, destacou o ministro, “o Brasil possui uma política de atenção primária que atende 100% da população; consagradas políticas de combates à AIDS; é o segundo país que mais realiza transplantes no mundo; conta com um modelo de programa nacional de imunizações; é destaque em leis antitabagistas, sendo um dos países onde menos se fuma no mundo, com positivos impactos nos quadros de mortalidade. Temos uma rede de hospitais com 8.484 hospitais e realizamos 11 milhões de internações por ano. Temos ainda uma importante política social de incentivo à inovação tecnológica e produtiva”, ressaltou.

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Fotos: Fábio Castro / StudioF Fotografia
           J. R. Comodo