Lideranças
de quatro países latino-americanos apresentaram as peculiaridades das práticas
e políticas de saúde durante sessão plenária, realizada
na tarde de quarta-feira (11), no Congresso Mundial de Hospitais, no Rio de Janeiro.
Participaram do debate o presidente da Federação Latino-Americana
de Hospitais, Norberto Larroca; o presidente da Federação de Clínicas,
Sanatórios, Hospitais e outros Estabelecimentos da Província de
Buenos Aires (Argentina), Dr. Héctor Vazzano; o diretor geral da Associação
Colombiana de Hospitais e Clínicas, Dr. Juan Carlos Giraldo Valencia; o
superintendente do Hospital Sírio-Libanês (Brasil), Dr. Gonzalo Vecina
Neto; o diretor médico da Hospital San Javier (México), Dr. Carlos
Dueñas García.
Representando o Brasil, o Dr. Gonzalo Vecina citou alguns dados do sistema
de saúde, com a divisão entre o SUS (público) e suplementar
(privado), que atende 22% da população, mas tem o dobro de recursos.
“O setor privado atende 40 milhões de pessoas tem financiamento de
R$ 50 bilhões por ano. Já o setor público, com financiamento
de R$ 100 bilhões, é responsável por atender 150 milhões
de brasileiros. Temos um grave problema de financiamento”.
Vecina destacou que apesar de contar com um Estado ineficiente, há ações
muito boas no país, como a discussão para adotar um modelo de atendimento
em saúde mais humanizado, assim como a sua descentralização.
“Como desafio, temos que estabelecer relações entre o público
e o privado. Temos que modernizar a atuação do Estado em diversos
países da América Latina.” |