A
Segurança do Paciente e Alianças Mundiais foi o tema de abertura
do Pré-Congresso de Acreditação Internacional – Metodologia
para a Excelência na Qualidade. Realizado no Rio de Janeiro, no dia 9 de
novembro, o evento foi promovido pela JCI (The Joint Commission International)
e pelo CBA (Consórcio Brasileiro de Acreditação) e fez parte
da programação prévia ao Congresso Mundial de Hospitais –
IHF Rio 2009.
Na conferência de abertura, David Bates, chefe da Divisão de Medicina
Geral do Brigham and Women’s Hospital, em Boston, e diretor médico
de Análise Clínica e da Qualidade para Cuidados Médicos de
Parceiros, falou sobre a importância de pesquisas para melhorar a segurança
do paciente e os desafios a serem enfrentados. “Uma das questões
mais importantes sobre acreditação é que as instituições
credenciadas aprendem sobre segurança do paciente”, enfatizou.
A pesquisa To Err is Human: Building a Safer Health System, de 1999, mostrou
que os erros em atendimentos médicos são muito comuns e, também,
caros. “Esse é um problema que existe em todos os países estudados,
mas ainda precisamos de mais informações sobre a eficácia
da intervenção”, disse Bates. De acordo com o estudo, as questões
com mais impacto no paciente são: estresse, fadiga e falta de conhecimento
sobre segurança do profissional.
Bates enfatizou os três principais pontos a serem trabalhados em segurança
do paciente e acreditação: estabelecer prioridades, definir os métodos
e obter mais informações sobre os países em desenvolvimento.
“Esse é apenas o começo e muitos países querem desenvolver
seus próprios métodos.” Medir, porém, é um passo
fundamental para a busca de soluções. “Assim, teremos informações
locais, poderemos estimar o retorno dos investimentos e priorizar as soluções”,
disse. “Algumas soluções podem não servir para todas
as culturas.”
O esforço e o conhecimento local são fundamentais, mas, segundo
Bates, alguns desafios são globais. Por isso, o primeiro passo é
ter em mente que cuidado limpo é cuidado seguro, cirurgias seguras e procedimentos
estabelecidos são fundamentais, além do combate à resistência
a antibióticos. “A falta de segurança é a principal
causa de danos a pacientes em todo o mundo”, destacou. “Por isso,
precisamos melhorá-la dramaticamente”. |